Segundo estudos realizados no Reino Unido e divulgados pela OMS e pelo Ministério da Saúde, o uso combinado dos imunizantes da AstraZeneca e Pfizer é seguro e produz anticorpos contra a Covid-19.

De acordo com esse estudo, foi possível identificar que pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer, e vice-versa, tiveram melhor resposta imune do que as que tomaram as duas doses apenas da AstraZeneca, o que ressalta a efetividade da intercambialidade dos imunizantes.

Sobre a segurança do processo, esse mesmo estudo apresentado pelo Ministério da Saúde observou um pequeno aumento na taxa de eventos adversos no esquema de mix de vacinas, mas todos eventos reportados foram autolimitados e sem gravidade.

Desse modo, o Ministério da Saúde, com base nos dados obtidos pelos estudos citados, e seguindo as diretrizes da OMS passou a orientar que, em situações onde não seja possível administrar a segunda dose com o mesmo produto (Pfizer ou AstraZeneca), seja por falta do mesmo produto ou por outras preocupações, seria possível a adoção da intercambialidade das vacinas. Essa recomendação, inclusive, é semelhante à adotada por países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Além disso, nessa semana, o aplicativo ConecteSUS passou a emitir certificado e vacinação da Covid-19 para quem tomou doses de laboratórios diferentes. O documento, disponível em três idiomas, pode ser usado em viagens internacionais para comprovar a imunização completa.